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Dom Pedro II, imperador
do Brasil (1831-1889), era filho de dom Pedro I (do Brasil e IV de Portugal)
e de dona Leopoldina da Áustria (filha do imperador do Sacro Império
Romano-Germânico, Francisco I).
Ascendeu ao trono aos 5 anos de idade, depois que seu pai abdicou, sendo o
Brasil governado por um conselho de regência (ver Brasil imperial) até a
proclamação da maioridade em 1840.
Em 1843, casou-se com Teresa Cristina, filha do rei Francisco I das Duas
Sicílias. O seu reinado teve uma duração de 48 anos, e foi marcado por
rebeliões ocorridas em diferentes partes do país, sobretudo nos primeiros
anos. Pode ser dividido em três fases distintas: fase das lutas civis, até a
Revolução Praieira (1848); fase das lutas externas, até a Guerra do Paraguai
(1864-1870), e a terceira, das campanhas abolicionista e republicana.
Durante toda a sua vida, dom Pedro interessou-se pelas ciências e foi
mecenas das artes. Passou à história como um intelectual, homem tolerante,
apreciador da liberdade de expressão, aberto ao diálogo e às transformações
da vida social. Consagrou seu reinado ao progresso econômico do Brasil e se
opôs decididamente à escravatura: proibiu o tráfico de escravos em 1850,
iniciou um processo de emancipação, em 1871, que conduziu à abolição da
escravidão em 1888, através da assinatura da Lei Áurea por sua filha a
princesa Isabel. Na ocasião dom Pedro estava ausente do país em viagem à
Europa.
Durante seu reinado, o Brasil se aliou à Argentina e ao Uruguai contra o
Paraguai durante a Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870) e a subseqüente
vitória ampliou o território nacional. Embora o imperador permanecesse
imparcial no que dizia respeito às rivalidades entre os diferentes grupos
políticos do Brasil, seu uso dos amplos poderes conferidos pela Constituição
imperial causou ressentimentos, sobretudo, entre seus oficiais militares -
aos quais se negou a conceder privilégios especiais - e entre os senhores de
escravos.
Em 1889, o Exército e os republicanos (ver Partidos políticos), liderados
pelo marechal Manuel Deodoro da Fonseca, uniram-se com a finalidade de
destroná-lo e dom Pedro II se viu obrigado a exilar-se na Europa. Deposto,
viveu entre Cannes, Versalhes e Paris, onde freqüentava concertos,
conferências e o Instituto de França. Morreu em Paris dois anos mais tarde.
Seus restos foram levados para Lisboa e colocados, ao lado da imperatriz, no
convento de São Vicente de Fora. Em 1920, foram trazidos para o Brasil,
quando foi revogada a lei de banimento. Depositados, inicialmente na
catedral do Rio de Janeiro, em 1921, foram transferidos para Petrópolis em
1925.
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