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Guerra que opôs, entre 1864 e
1870, de um lado o Brasil, a Argentina e o Uruguai, formando a Tríplice
Aliança e de outro o Paraguai.
O equilíbrio na região platina sempre foi buscado pelos países que a
compunham, de forma a evitar que um deles detivesse poder excessivo na
região.
O conflito teve início quando as relações entre o Brasil e o Uruguai
chegaram a um ponto crítico, devido a constantes choques fronteiriços entre
estancieiros uruguaios e rio-grandenses.
Apoiado pelo presidente paraguaio Francisco Solano López, o presidente
uruguaio Atanasio Aguirre recusou as exigências brasileiras de reparação
formuladas pelo enviado especial José Antônio Saraiva.
Quando os brasileiros sitiaram Montevidéu, terminando por derrubar Aguirre,
Lopez invadiu a província de Mato Grosso, tomando Nova Coimbra e Dourados e
logo depois a província argentina de Corrientes, visando chegar a seus
aliados uruguaios.
Em conseqüência, foi assinado em 1º de maio de 1865 o Tratado da Tríplice
Aliança contra o Paraguai.
Os aliados conseguiram, em 1865, a vitória naval da batalha do Riachuelo e a
rendição dos paraguaios que haviam chegado a Uruguaiana, no Rio Grande do
Sul.
Tomando a ofensiva, sob o comando de Bartolomeu Mitre, presidente argentino,
os aliados venceram as batalhas de Passo da Pátria e Tuiuti (1866). Quando o
então marquês de Caxias, Luís Alves de Lima e Silva, assumiu o comando, a
fortaleza de Humaitá foi conquistada. (1867).
Lopez retirou-se para mais próximo de Assunção, onde acabou derrotado nas
batalhas da “dezembrada”(1868): Avaí, Itororó e Lomas Valentinas.
Assunção caiu e a última fase da guerra foi comandada pelo conde d’Eu,
encerrando-se com a morte de Lopez em Cerro Corá (1870).
A guerra acarretou dificuldades para os contendores, particularmente o
Paraguai, que teve grandes perdas em vidas e recursos.
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